O ministro da
Saúde, Marcelo Castro, disse nessa terça-feira (08/12) que o governo vai
colocar larvicida nos carros-pipa que transportam água para os municípios
atingidos pela seca no Nordeste. A intenção, informou, é destruir as larvas do
mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus Zika e da dengue.
De acordo com ele,
essa será a “principal ação” a ser feita pelo ministério a partir de agora,
visando a combater o mosquito antes mesmo que ele nasça. “As pessoas acumulam
água reservada em vasilhames para usar, e esses vasilhames estão sendo hoje, no
Nordeste, o criadouro principal dos mosquitos. A campanha está centrada em não
deixar o vírus nascer”, afirmou.
Marcelo Castro
conversou com jornalistas após participar de uma reunião da presidenta Dilma
com 25 representantes dos estados e do Distrito Federal, governadores e vices,
para discutir o assunto. Durante o encontro, foi discutida a importância do
envolvimento de cada uma das pessoas no enfrentamento ao mosquito e a
preocupação com as gestantes para que não sejam picadas.
Na última semana, o
Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus e casos de microcefalia
em crianças, que aumentaram significativamente nos últimos meses. De acordo com
a pasta, 1.761 casos suspeitos de microcefalia foram já notificados em 422
municípios brasileiros. Segundo o ministro, deve-se evitar o contato com o
mosquito seja com telas nas casas ou roupas compridas, principalmente por parte
das grávidas.
“Devemos fazer o
dever de casa e, a partir de agora, entrar de casa em casa e exterminar
qualquer foco, criadouro do mosquito. Essa ação tem que ser uma ação de toda a
sociedade”, defendeu o ministro. Ele informou que mesmo com a atual restrição
orçamentária, “não faltarão recursos” já que “hoje não existe no país problema
maior”.
Além da campanha
nacional, foi decidido que Brasília comandará um centro de controle de
desastres. O objetivo é instalar salas nos estados e municípios para facilitar
a comunicação sobre o vírus Zika. De acordo com o Secretário Nacional de
Proteção e Defesa Civil, general Adriano Pereira Júnior, a centralização do
controle permitirá maior eficiência no combate ao vírus e agilidade na
avaliação dos resultados.