O Ceará tem 25 casos suspeitos de microcefalia em investigação, segundo
dados da terceira edição do informe epidemiológico sobre microcefalia,
divulgada nesta segunda-feira (30) pelo Ministério da Saúde. O estado tem também nove casos confirmados da doença,
conforme o ministério.
Na semana passada, foi confirmada a relação entre o zika vírus e a microcefalia por meio de exames em um bebê nascido no Ceará.
O estado de Pernambuco registra o maior número de casos (646), sendo o
primeiro a identificar aumento de microcefalia em sua região. O Estado conta
com o acompanhamento de equipe do Ministério da Saúde desde o dia 22 de
outubro. Em seguida, estão os estados de Paraíba (248), Rio Grande do Norte
(79), Sergipe (77), Alagoas (59), Bahia (37), Piauí (36), Ceará (25), Rio de
Janeiro (13), Tocantins (12) Maranhão (12), Goiás (2), Mato Grosso do Sul (1) e
Distrito Federal (1).
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com
o crânio do tamanho menor do que o normal. Boletim epidemiológico
com dados reunidos até esta segunda (16) aponta a ocorrência de 399 casos em
2015, em sete estados.
Alta de casos
no Nordeste preocupa
O zika é da mesma família do vírus da dengue, porém menos agressivo, e foi identificado pela primeira vez no Brasil em abril deste ano.
Contra o mosquito
Assim como o vírus da dengue, o zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti
e não tem cura ou vacina identificada até o momento. O Ministério da Saúde
orienta que grávidas ou mulheres que pretendem engravidar tenham “cuidado redobrado”
para evitar infecções virais.
“Pedimos que as grávidas evitem contato com infecções, de qualquer tipo.
Havendo qualquer suspeita, que se evite o contato com pacientes infectados e
com os mosquitos transmissores de dengue e zika. A gente sabe que não é fácil,
senão não teríamos epidemias. Mas, pode ser objeto de esforço especial durante
a gestação", disse o diretor da pasta.
Até o momento, não há nenhum tipo de tratamento disponível para a fase aguda da infecção por zika vírus, que dura cerca de três dias. Os principais sintomas são febre baixa e manchas pelo corpo (exantema). Caso a relação do vírus com a anomalia na gravidez seja confirmada, o ministério afirma que vai “trabalhar ainda mais na prevenção e no combate ao mosquito transmissor”.