O Ceará já
registra 134 casos confirmados de microcefalia em 2015 com suspeitas de relação
com o zika vírus, segundo boletim divulgado nesta terça-feira (29) pelo
Ministério da Saúde. É o maior número de casos de microcefalia já registrado no
Ceará em um ano; em 2014, foram sete confirmações.
Ainda segundo o Ministério da Saúde, os casos de
microcefalia ocorrem em 41 dos 184 (22%) dos municípios cearenses.
Um dos casos levou a óbito de um bebê no interior
do Ceará. Os órgãos de saúde investigam se uma segunda morte foi causada pela
microcefalia, em consquência da contaminação com zika vírus pela mãe durante a
gestação.
Microcefalia
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com um crânio de um tamanho
menor do que o normal – com perímetro inferior ou igual a 33 centímetros. A
condição normal é de que o crânio tenha um perímetro de pelo menos 34
centímetros. Essas medidas, no entanto, valem apenas para bebês nascidos após
nove meses de gestação, e não são referência para prematuros.
Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada
por infecções adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre
de gravidez – que é quando o cérebro do bebê está sendo formado. De acordo com
os especialistas, outros possíveis causadores da microcefalia são o consumo
excessivo de álcool e drogas ao longo da gestação e o desenvolvimento de
síndromes genéticas, como a síndrome de Down.
Recomentações
Para evitar o contágio, a Secretaria de Saúde orienta sobre os cuidados com o
mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus. As gestantes devem fazer uso de
repelente tópico, considerando a relação causal entre o Zika vírus e
os casos de microcefalia relacionada ao vírus Zika diagnosticados no país.
Estudos indicam que o uso tópico de repelentes a base de DEET por gestantes não
apresenta riscos.
Em casa, os repelentes ambientais saneantes regularizados devem ser
regularizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Esses produtos não devem ser indicados ou utilizados diretamente em seres
humanos, mas em superfícies inanimadas e/ou ambientes, seguindo sempre, com
atenção, as orientações do fabricante.
É importante que as gestantes realizem um acompanhamento e as consultas de
pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico.
Elas também não devem consumir bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de
drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com
pessoas com febre ou infecções.
Além disso, a população deve adotar medidas que possam reduzir a presença
de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros e
proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou
teladas. Gestantes devem usar calça e camisa de manga comprida e utilizar
repelentes permitidos para gestantes.