A presidente Dilma Rousseff afirmou
nesta terça-feira (05/04) que não deve promover mudanças ministeriais antes da
votação de seu processo de impeachment.
“O Palácio do Planalto não está
pretendendo transformar qualquer reestruturação ministerial antes de qualquer
processo de votação na Câmara. Nos não iremos mexer em nada”, afirmou Dilma em
entrevista coletiva após ser questionada se faria uma mudança nos ministérios
antes ou depois da votação do impeachment no plenário da Câmara.
“As especulações que fazem sobre
ministérios, sobre mudanças no governo, são absolutamente isso que eu disse:
especulações, sem base na verdade. Isso não é bom para o jornalismo, que cria
no país um clima de instabilidade extremamente nocivo”, completou após visita à
Base Aérea de Brasília para ser apresentada ao avião cargueiro KC-390 da
Embraer.
De acordo com o jornal “O Estado de
S. Paulo”, integrantes da cúpula do governo estudam estender o balcão de
negociações de cargos até a votação do impeachment no plenário da Câmara por receio
de traições de aliados. A ideia estudada é “amarrar” os acordos com o chamado
centrão (PSD, PP, PR e PRB) e entregar os cargos apenas depois da votação.
Dessa forma, o governo poderia diminuir os riscos de ser traído.
Segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”,
os três partidos que negociam espaços no governo –PP, PR e PSD– decidiram em
conjunto deixar o anúncio da nova configuração de ministérios para depois da
votação do impeachment em plenário.
Em sua entrevista, Dilma declarou que
“o governo não está avaliando nenhuma mudança hoje”, e criticou o que chamou de
“factoides” na imprensa a respeito da presidência.
“Isso tem ido desde a minha saúde até
as mudanças no governo. Por favor, a gente tem quem se pautar por realismo.
Realismo, notícias verídicas”, acrescentou.