O
senador Eunício Oliveira (PMB) articula para ser candidato único à presidência
do Senado. O peemedebista, em campanha desde o impeachment da ex-presidente
Dilma Rousseff (PT), ofereceu aos demais partidos uma composição da Mesa
Diretora com representação proporcional ao tamanho de cada bancada, incluindo
legendas de oposição, como PT e PDT.
Entre
as adesões já declaradas, estão o PSD, com quatro senadores. O presidente da
legenda, o ministro Gilberto Kassab (Comunicações), confirmou o apoio do
partido. O PT - dez senadores - também já embarcou na candidatura de Eunício e
deve indicar cargo relevante para na Mesa Diretora ou a primeira
vice-presidência. Atualmente, o nome mais cotado dentro do partido é o do
senador José Pimentel (PT-CE).
O
PSDB, com doze senadores, também aderiu a Eunício. O presidente do partido,
senador Aécio Neves, deve indicar o senador Paulo Bauer - nome mais cotado -
para compor a Mesa Diretora. A direção do DEM - quatro senadores - também já
declarou apoio, assim como o PP - sete senadores - e o PSB - seis.
PMDB
O
PMDB talvez seja agora o problema mais complicado para a candidatura única de
Eunício. O senador precisa articular um destino favorável ao atual presidente
do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O alagoano poderá assumir a presidência
da Fundação Ulysses Guimarães, com orçamento três vezes superior ao do partido
ou presidir a Comissão de COnstituição e Justiça (CCJ) da Casa, cargo vago com
a saída de Raimundo Lira (PMDB) à liderança da bancada.
A
senadora Marta Suplicy deve assumir a Procuradoria da Mulher, cargo que agrada
a parlamentar, militante feminista. A última ponta solta no partido seria o
senador e ex-ministro Romero Jucá. Jucá luta nos bastidores para suceder
Calheiros, com a benção do próprio presidente da Casa. Jucá não deve obter
sucesso na empreitada devido também ao envolvimento nas gravações do
ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, permanecendo na presidência
nacional do partido.