A alíquota do Imposto sobre
Circulação de Bens e Serviços (ICMS) incidente sobre a gasolina aumenta de 25%
para 28% a partir de hoje. Com isso, os proprietários de postos estão recebendo
o combustível das distribuidoras com um reajuste entre R$ 0,08 a R$ 0,10.
Caso os empresários do setor escolham
por repassar o valor integral do aumento às bombas, o consumidor cearense irá
se deparar com o litro do combustível custando até R$ 4,15 o litro, tendo em
vista que na semana passada o preço máximo registrado pela Agência Nacional de
Petróleo e Gás (ANP) para o litro da gasolina vendido em postos cearenses foi
R$ 4,049. O valor mínimo coletado pela ANP no período no Estado foi R$ 3,780, e
o preço médio ao consumidor ficou em R$ 3,865.
Proprietário de quatro postos na
capital, Giovani Montezuma já recebe a partir de hoje uma gasolina de R$ 0,08 a
R$ 0,10 mais cara das distribuidoras. “Nós já temos um pré-aviso das companhias
de que vai ter esse reajuste”, afirma.
Indagado se o valor será
integralmente repassado às bombas e quando ocorrerá isso, o empresário afirma
que ainda não é possível prever, pois fará os cálculos dos custos de seus
postos para saber se é possível absorver o preço ou não.
A dúvida sobre qual o valor da
gasolina que chegará às bombas e quando ocorrerá o reajuste para o consumidor
final é compartilhada pelo empresário Carlos Pessoa, proprietário de 10 postos
(oito em Fortaleza, um em Caucaia e um em Horizonte). “Essa questão do repasse
vai depender muito do mercado. Se eu subir o preço sozinho, eu não vou vender”,
defende.
Ciente do reajuste no ICMS a partir
de hoje, Pessoa comprou antecipadamente um estoque do combustível que lhe
possibilitará fornecer o preço antigo por até 15 dias.
Movimentação
Mesmo diante do aumento iminente no
valor da gasolina nos postos partir de hoje, os dois empresários consultados
pela reportagem não registraram movimentação anormal em seus 14 postos situados
no Ceará ontem ou durante o último fim de semana.
Segundo o Sindicato do Comércio Varejista
de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos), cada um dos postos
do Estado definirá se irá repassar ou não o aumento do ICMS ao consumidor.