A dona de casa Ana Cristina Freire está grávida de três meses e,
após 40 casos suspeitos de microcefalia no Ceará,
que podem ter relação com o zika vírus, ela montou uma ''operação de
guerra'' para se proteger do Aedes aegypti. Telas, repelentes e
conversas com os vizinhos fazem parte do aparato de combate ao mosquito.
Casos de microcefalia relacionada ao zika vírus preocupam todo o Brasil. Pernambuco tem
o maior número de casos confirmados, mas há registgros suspeitos em 13 estados
e Distrito Federal.
“Nos últimos meses têm sido desse
jeito. Roupas de manga longa e meias. Todo cuidado mesmo. Uso por exemplo uma
meia de proteção que serve para prevenir a picada do mosquito”, explica.
No total, já são 1.761 casos. No Ceará, 40 casos estão sendo
investigados peloMinistério da Saúde e foi confirmada uma
morte de um bebê com microcefalia em consequência de Zika durante a gravidez.
Após ver a notícia a preocupação de Ana Cristina só aumentou.
Segundo Ana Cristina, além das roupas, ela leva consigo repelentes,
tanto caseiros como comprados em supermercados. “Eu optei em pesquisar primeiro
pela internet. Antes, eu comprei repelentes. Todos os tipos. Além disso eu
preparei repelentes caseiros feitos de limão com cravos e outros a base de
álcool, óleo de bebês e cravos”, disse.
Outra preocupação de Ana são com as portas e janelas de casas. Ela
providenciou o fim das cortinas e colocou telas de proteção nas janelas.
“Em todas as janelas de casa eu coloquei telas de proteção para o
mosquito não entrar em casa. Dentro da residência nos quartos eu retirei as
cortinas porque elas são ótimas para o mosquito. Eles podem se esconder dentro
delas e por isso retirei”
Além da preocupação em proteger a casa, Ana Cristina disse que se
preocupa com os vizinhos. Ela já conversou com todos e alertou para o perigo do
zika vírus. “Eu fiz a minha parte. Mas é preciso que eles os vizinhos façam a
sua. Vejo todos os dias os noticiários e vejo que os casos só vem aumentando.
Fico desesperada e triste. Chego até a chorar. Mobilizar outras pessoas é preciso”.