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Cidade do Ceará vai usar R$ 300 mil do carnaval para combater Aedes

Decisão foi de moradores após enquete da prefeitura na internet.

A preocupação com a proliferação do Aedes Aegypti fez a população de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, exigir que a prefeitura cancelasse o Carnaval da cidade e destinasse a verba de R$ 300 mil reais para combater os focos do mosquito. Em 2015, foram registrados 486 casos de dengue, 23 de zika vírus e 14 crianças nasceram com microcefalia na cidade. 

Até 25 de janeiro de 2016,  o Ceará registrou 229 casos de microcefalia com suspeitas de relação com o zika vírus, segundo boletim divulgado na terça-feira (26) pelo Ministério da Saúde. Dos casos em investigação, 34,9% (76), foram registrados em Fortaleza. Maracanaú, na Região Metropolitana, registrou 30 casos, o que representa 13,8% do total. A região Nordeste tem 86% das notificações.

 

Uma das moradoras de Maranguape que faz parte dessas estatísticas é a dona de casa Eunice Monteiro Mendes, que teve zika e passou 15 sentindo dores no corpo e indisposição. "Começou com vômito e muita dor de cabeça. No terceiro e quarto dia, começou as dores nas juntas", lembra.

A decisão de cancelar o Carnaval foi tomada após uma consulta feita pela internet. A pergunta da prefeitura era se mesmo com o grave problema de saúde deveria manter o Carnaval de rua. A maioria decidiu que os recursos de R$ 300 mil reais que seriam destinados à festa fossem destinados no combate ao Aedes Aegypti. "Nós vamos aplicar na contratação de agentes de limpeza, agentes de endemia e na contratação de mais algumas máquinas e veículos pesados de limpeza da cidade", explicou o prefeito Átila Câmara.

 

A meta da força tarefa é visitar os 23 mil domicílios da cidade. Na casa do vendedor Reginaldo Nascimento, os baldes e outros objetos que podem ser focos do mosquito estão sempre virados, mesmo durante a reforma. "Sempre foi assim, a gente sempre teve cuidado, mas agora com essa dengue, a gente tem mais cuidado ainda, porque ninguém quer pegar a dengue", reforça.

 

01 de FEV de 2016 às 08:16:50
Fonte: G1.com
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A preocupação com a proliferação do Aedes Aegypti fez a população de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, exigir que a prefeitura cancelasse o Carnaval da cidade e destinasse a verba de R$ 300 mil reais para combater os focos do mosquito. Em 2015, foram registrados 486 casos de dengue, 23 de zika vírus e 14 crianças nasceram com microcefalia na cidade. 

Até 25 de janeiro de 2016,  o Ceará registrou 229 casos de microcefalia com suspeitas de relação com o zika vírus, segundo boletim divulgado na terça-feira (26) pelo Ministério da Saúde. Dos casos em investigação, 34,9% (76), foram registrados em Fortaleza. Maracanaú, na Região Metropolitana, registrou 30 casos, o que representa 13,8% do total. A região Nordeste tem 86% das notificações.

 

Uma das moradoras de Maranguape que faz parte dessas estatísticas é a dona de casa Eunice Monteiro Mendes, que teve zika e passou 15 sentindo dores no corpo e indisposição. "Começou com vômito e muita dor de cabeça. No terceiro e quarto dia, começou as dores nas juntas", lembra.

A decisão de cancelar o Carnaval foi tomada após uma consulta feita pela internet. A pergunta da prefeitura era se mesmo com o grave problema de saúde deveria manter o Carnaval de rua. A maioria decidiu que os recursos de R$ 300 mil reais que seriam destinados à festa fossem destinados no combate ao Aedes Aegypti. "Nós vamos aplicar na contratação de agentes de limpeza, agentes de endemia e na contratação de mais algumas máquinas e veículos pesados de limpeza da cidade", explicou o prefeito Átila Câmara.

 

A meta da força tarefa é visitar os 23 mil domicílios da cidade. Na casa do vendedor Reginaldo Nascimento, os baldes e outros objetos que podem ser focos do mosquito estão sempre virados, mesmo durante a reforma. "Sempre foi assim, a gente sempre teve cuidado, mas agora com essa dengue, a gente tem mais cuidado ainda, porque ninguém quer pegar a dengue", reforça.

 

01 de FEV de 2016 às 08:16:50
Fonte: G1.com