Como consequência de cinco anos seguidos de volume
de chuva abaixo da média, o Ceará enfrenta a pior seca já registrada nos
últimos 90 anos e tem metade dos açudes totalmente secos ou com volume morto,
de acordo com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh).
Dos 153 açudes monitoradoas pela companhia 42 estão
com volume morto e outros 38 estão completamente sem água.
A média do volume de água nos açudes do Ceará caiu
para 10% em outubro, segundo a Cogerh. Dos açudes monitorados pelo órgão, 131
têm menos de 30% da capacidade máxima, e apenas um tem mais de 90%.
Em março, o mês mais chuvoso no estado, quando são
esperados mais de 200 milímetros, em média, nos municípios, o índice registrado
foi 129 milímetros.
Em todo o semestre, o volume de chuva foi 548
milímetros, enquanto a média história é de 736 milímetros nos seis primeiros
meses do ano. Os dados confirmam o quinto ano seguido de chuvas abaixo da média
no Ceará, ocasionando uma das maiores secas já registradas.
Açudes do
ceará com volume morto:
Batente, Broco, Capitão Mor, Castro, Catucinzenta, Cipoada, Ema, Farias de
Sousa, Flor do Campo, Fogareiro, Forquilha, Frios, Gerardo Atimbone, Jaburu II,
Jatobá, Jatobá II, Jenipapeiro, Jenipapeiro II, João Luís, Macacos,
Martinópole, Mons. Tabosa, Parambu, Penedo, Pentecoste, Pesqueiro, Poço da
Pedra, Poço do Barro, Pompeu Sobrinho, Riacho da Serra, Riacho do Sangue,
Rivaldo de Carvalho, Santo Antônio, Santo Antônio de Aracatiaçu, São Domingos
II, São José II, São José III, Sitios Novos, Sucesso, Tejuçuoca, Várzea da
Volta e Várzea do Boi.
Açudes do
Ceará secos:
Adauto Bezerra, Amanary, Barra Velha, Barragem do Batalhão, Bonito,
Canafístula, Carão, Carmina, Carnaubal, Cedro, Cupim, Desterro, Escuridão, Faé,
Favelas, Forquilha II, Jerimum, Madeiro, Monte Belo, Nova Floresta, Pau Preto,
Pirabibu, Potiretama, Premuoca, Quixabinha, Quixeramobim, Salão, Santa Maria de
Aracatiaçu, Santo Antônio de Russas, São Domingos, São José I, São Mateus,
Serafim Dias, Sousa, Trapiá II, Trici, Umari e Vieirão.