O presidente da Câmara dos Deputados recorreu ontem ao STF (Supremo Tribunal Federal) para colocar em sigilo o inquérito que investiga se contas secretas no exterior atribuídas a ele e familiares foram abastecidas com propina de contratos da Petrobras.
A defesa do deputado pede que o
ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, reformule sua decisão que negou
colocar a investigação sob segredo de justiça ou leve o caso para o plenário do
tribunal avaliar.
Os
advogados alegam que há dados bancários e fiscais que são protegidos por lei e
não deveriam ser expostos. Eles argumentam ainda que o dossiê enviado pelo
Ministério Público da Suíça com os dados ligados ao deputado estava em caráter
sigiloso e chegou a ser tratado desta forma pela PGR (Procuradoria-Geral da
República), antes do pedido de abertura de inquérito feito ao STF.
Sem
grandes considerações, o recurso ainda classifica de "inverídicos" os
termos utilizados pela Procuradoria em um relatório que diz "identificação
de contas bancárias mantidas por Eduardo Cunha e sua esposa na Suíça.
Confirmação dos pagamentos feitos no exterior por João Augusto Rezende
Henriques em favor de Eduardo Cunha".
"Embora
inverídicos os termos utilizados na ementa de referido documento, é certo que o
seu conteúdo se refere a dados bancários que, como sabido, ostentam grau de
sigilo garantido constitucionalmente", diz o documento.